Leitura em outras línguas

Como insaciável leitora e entusiasta de todo e qualquer idioma, fiquei encantada com a forma que Nina Horta construiu o texto abaixo.

É daqueles pequenos trechos que nos descrevem perfeitamente e nos envolvem profundamente. Quando eu crescer, quero escrever que nem ela…

“Diz-se, com razão, que se devoram os livros bons. Como devoramos boa comida. Começamos com chás e papinhas, tudo que escorra pela garganta abaixo sem problemas. Depois descobrimos o gosto da surpresa. Nessa primeira fase tudo é novidade das melhores, nos entupimos do que gostamos, temos indigestões homéricas, não voltamos a provar daquele amendoim torrado porque um dia ele nos fez mal.

Assim, com as leituras. E tudo que cai na rede é peixe, nossa língua é tão curiosa quanto nossos olhos. Na casa de um você experimenta a língua defumada, na casa de outro, a alcachofra, e o macarrão feito à mão pela nonna de alguém e as sementes secas de abóbora e o pão com alho e o pão com chocolate e uvas, o picles de pepino, um mundo de infinitas possibilidades.

Ler outras línguas é quase uma obrigação. Muitos caçoam, acham elitista, snob. Não. Existem pessoas que não têm pendor para línguas. Essas devem aprender inglês de qualquer jeito e basta.”

Leia o original aqui.

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